EUA divulgam CPI de junho às 20h30 (horário de Pequim) nesta terça; mercado pode ficar mais volátil
Resumo de mercado por IA
O CPI dos EUA de junho sai hoje, com o consenso apontando para uma inflação cheia mais fraca em razão de quedas na energia impulsionadas pela gasolina, enquanto o CPI núcleo deve permanecer resistente próximo aos níveis de maio. O diretor do Fed, Waller, sinalizou que as taxas podem subir no curto prazo se a inflação permanecer bem acima da meta, tornando a divulgação um catalisador-chave para a reprecificação das taxas. O dólar e os ativos sensíveis a juros podem ver volatilidade elevada à medida que o foco muda do CPI para as implicações de PPI e PCE.
Nível de impacto
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A BlockBeats informou que o Departamento do Trabalho dos EUA divulga nesta terça-feira (14) o CPI de junho às 20h30 no horário de Pequim. O pacote inclui o CPI cheio (não ajustado) em base anual — com leitura anterior de 4,20% e consenso em 3,80% — e a variação mensal do CPI ajustado sazonalmente, que deve desacelerar de 0,5% para 0,1%. O relatório também traz as leituras mensais do núcleo (core) do CPI, tanto ajustadas sazonalmente quanto não ajustadas, e pode provocar oscilação nos mercados.
O diretor do Federal Reserve Christopher Waller afirmou que, se os próximos dados mostrarem que a inflação segue bem acima da meta de 2%, o Fed pode precisar elevar os juros "no curto prazo". Ele disse que a política monetária está em uma "encruzilhada" e que a direção dependerá de novas informações, como o CPI desta terça. Caso os números venham piores, o Fed não deveria ficar "acomodado".
O repórter do "Wall Street Journal" Nick Timiraos disse que economistas esperam que a queda dos preços de energia no mês passado reduza o CPI cheio de junho. Para o Federal Reserve, os indicadores de núcleo têm maior peso no momento. A projeção é de que o core CPI fique perto do nível de maio (0,21% na variação mensal). Depois disso, a atenção do mercado tende a migrar para o PPI e para o que sua tendência pode sinalizar sobre o PCE.
Segundo o analista Eamonn Sheridan, da InvestingLive, o índice cheio de preços ao consumidor de junho deve cair 0,2% na comparação mensal, o primeiro recuo desde a pandemia, explicado integralmente por uma queda de 15% nos preços da gasolina entre meados de maio e o fim de junho. Na base anual, a inflação deve desacelerar de 4,2% em maio para 3,8%. Já o core CPI é projetado para subir 0,2% no mês, enquanto a inflação de núcleo em 12 meses deve recuar levemente de 2,9% em maio para 2,8%.