Mercado de stablecoins registra maior queda mensal desde a Terra, enquanto volume de transações ajustado atinge recorde

Resumo de mercado por IA
Em junho, a oferta de stablecoins encolheu US$ 7,7 bilhões, a maior queda desde Terra, mas o volume de transações ajustado atingiu um recorde de US$ 1,79 trilhão, sugerindo maior giro e demanda por liquidação apesar do menor float. As restrições de rendimento pós-GENIUS Act estão direcionando saldos ociosos para fundos de Tesouro tokenizados, acelerando o crescimento de equivalentes de caixa on-chain. A ampliação do suporte a stablecoins pelas redes de pagamentos reforça a adoção da infraestrutura, ao mesmo tempo em que remodela as métricas de liquidez e velocidade em todos os mercados de criptoativos.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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● Neutro
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A capitalização do mercado de stablecoins encolheu US$ 7,7 bilhões em junho, a maior queda mensal desde o colapso da TerraLuna, em maio de 2022. Mesmo com menor oferta em circulação, o volume ajustado de transações subiu para um recorde de US$ 1,79 trilhão, sinalizando aumento do uso para liquidação. No mês, o valor total do mercado também recuou cerca de US$ 10 bilhões em relação ao pico de maio, para aproximadamente US$ 300 bilhões. A contração de junho representou uma queda de cerca de 3% frente ao topo de maio, bem distante da retração de 26% observada na crise da Terra em 2022. Entre as principais stablecoins, a oferta de USDT, da Tether, caiu de cerca de US$ 190 bilhões em maio para aproximadamente US$ 184 bilhões. Já a USDC recuou do pico de março, próximo de US$ 80 bilhões, para cerca de US$ 74 bilhões. Para Paul Howard, da trading firm Wincent, o movimento foi um ajuste moderado dentro de um mercado mais amplo. Apesar disso, o volume ajustado de transações avançou 63% em relação a maio e 125% na comparação com junho do ano passado, alcançando US$ 1,79 trilhão. A redução de oferta coincidiu com mudanças do GENIUS Act, sancionado em julho de 2025. A lei impede emissores de stablecoins de pagamento de oferecer rendimento, e o Office of the Comptroller of the Currency propôs estender restrições semelhantes a entidades afiliadas. Segundo David Krause, da Marquette University, investidores migraram saldos ociosos para fundos de Treasuries tokenizados, que oferecem retorno. Os ativos tokenizados de Treasuries cresceram para quase US$ 16 bilhões. O USYC, da Circle, superou o BUIDL, da BlackRock, e a oferta da JPMorgan avançou 87% em um mês. A mudança também aparece nas métricas de uso. Geoff Kendrick, do Standard Chartered, afirmou que o giro das stablecoins chegou a cerca de seis vezes por mês, quase o dobro do ritmo de dois anos atrás. A Visa mediu a velocidade das stablecoins em 13,56 por trimestre, frente a 1,65 do agregado monetário M1 dos EUA. Mesmo com oferta menor, a USDC processou volumes de liquidação superiores aos do USDT. No primeiro semestre de 2026, a USDC respondeu por cerca de 70% do volume ajustado de transações, enquanto o USDT ficou em torno de 25%. A Visa informou que seu negócio de liquidação com stablecoins atingiu um run rate anualizado de US$ 7 bilhões em nove blockchains. A Mastercard também ampliou o suporte para seis stablecoins em oito redes de blockchain.