Liquid Network retoma produção de blocos após hack de US$ 320 milhões; pegouts seguem suspensos
Resumo de mercado por IA
A Liquid Network retomou a produção de blocos após um exploit de aproximadamente US$ 320 milhões na carteira da federação, e as transações internas estão sendo reiniciadas gradualmente, mas os pegouts (resgates de LBTC de volta para Bitcoin) permanecem congelados. O incidente decorre de uma vulnerabilidade no cache de verificação de provas do Elements, agora corrigida por meio de um lançamento de emergência. Embora cerca de 85% dos BTC roubados tenham sido supostamente devolvidos, as restrições operacionais em andamento e os esforços de recuperação forense mantêm a confiança de curto prazo e as condições de liquidez limitadas.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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A Liquid Network começa a se reerguer após um ataque que drenou cerca de US$ 320 milhões da carteira da federação. A rede voltou a produzir blocos, com nós functionary assinando e validando normalmente, mas a recuperação ainda não foi concluída.
Em 10 de setembro, a Liquid retomou a produção de blocos. As transações ficaram desativadas no início e foram reabilitadas mais tarde, após um período de monitoramento voltado a garantir a estabilidade. Com isso, usuários voltaram a movimentar ativos já existentes na Liquid.
Ainda falta uma etapa relevante: os pegouts continuam congelados. Pegout é o mecanismo que transfere LBTC da Liquid para a rede Bitcoin [BTC], entregando BTC em troca. Na prática, as movimentações dentro da Liquid foram retomadas, mas o resgate de LBTC para a mainchain do Bitcoin segue indisponível pelo fluxo padrão. A suspensão é intencional e visa reduzir riscos de um novo ataque. A expectativa é que a Blockstream mantenha o recurso desativado até ter confiança no estado interno da rede e confirmar que as reservas BTC/LBTC foram corretamente restauradas e verificadas.
A cautela se deve a uma vulnerabilidade de proofverification cache que afetou o software Elements, base da Liquid. Para endereçar o problema, foi lançado o Emergency Elements v23.3.4, que reforça as chaves de cache usadas na verificação de range proofs.
Em paralelo, a Blockstream afirmou que "não pagará resgate" pela devolução dos fundos roubados. Segundo a empresa de tecnologia blockchain de Adam Back, a retirada foi roubo, não uma ação legítima de "whitehat". A companhia diz ter tentado negociar de boa-fé, mas agora pretende trabalhar com autoridades, corretoras, investigadores on-chain e especialistas em segurança para rastrear e recuperar o BTC desviado.
O posicionamento ocorre após a devolução de 3.400 BTC, estimados em cerca de US$ 268 milhões, atribuída a hackers white hat. Isso representa aproximadamente 85% do Bitcoin retirado no incidente. No momento, cerca de 598,5 BTC permanecem em uma carteira separada como uma recompensa informal.
Resumo final: em 10 de setembro, a Liquid Network retomou a produção de blocos e reativou transações mais tarde, enquanto a recuperação avança com cautela por causa da falha de proofverification cache. Os pegouts continuam suspensos.