J.P. Morgan tokeniza US$ 800 milhões em ativos na rede pública do Ethereum com dois fundos de mercado monetário
Resumo de mercado por IA
A J.P. Morgan Asset Management tokenizou cerca de US$ 800 milhões em dois fundos de mercado monetário lastreados em Treasuries na Ethereum pública, com o JLTXX crescendo de US$ 100 milhões para aproximadamente US$ 695 milhões em cerca de um mês. A emissão, custódia e liquidação onchain (incluindo subscrições/resgates em USDC) sinaliza uma adoção institucional acelerada de trilhos públicos. O movimento intensifica a concorrência com pares como o BUIDL da BlackRock e sustenta a demanda de curto prazo por infraestrutura de tokenização baseada em Ethereum.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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▲ Altista
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A J.P. Morgan Asset Management levou cerca de US$ 800 milhões em ativos para a blockchain pública do Ethereum, distribuídos em dois fundos de mercado monetário tokenizados.
O primeiro veículo, MONY, estreou em dezembro de 2025 com US$ 100 milhões de capital semente. O segundo, JLTXX, foi lançado em 13 de maio de 2026, também com aporte inicial de US$ 100 milhões feito pela própria J.P. Morgan.
O destaque ficou com o JLTXX. No primeiro mês de operação, o patrimônio sob gestão avançou aproximadamente 250%, chegando a cerca de US$ 695 milhões no início de julho de 2026.
Os dois fundos são lastreados por Treasuries do governo dos EUA e operações compromissadas (repurchase agreements), representadas como tokens no Ethereum, em vez de registros em sistemas tradicionais de custódia. O acesso ocorre pela plataforma Morgan Money, na qual investidores podem fazer aplicações e resgates com dinheiro ou stablecoins como USDC. Como os saldos ficam em endereços no Ethereum, a liquidação acontece onchain.
A Anchorage Digital, banco cripto com carta federal nos EUA, esteve entre os investidores iniciais do JLTXX.
A iniciativa é mais um passo na estratégia de blockchain do grupo. Em 2020, o banco lançou a plataforma Kinexys, inicialmente voltada a redes permissionadas e transações privadas.
Para investidores, o salto do JLTXX — de US$ 100 milhões para US$ 695 milhões em cerca de um mês — reforça o ritmo com que alocadores institucionais vêm migrando capital para blockchains públicas. A BlackRock colocou no mercado seu fundo tokenizado de Treasuries, o BUIDL, e a Franklin Templeton opera onchain há ainda mais tempo. Com a J.P. Morgan entrando nesse patamar, a tokenização passa a pressionar gestoras que ainda tratavam o tema como um projeto futuro, e não como realidade atual.